um beijo na boca, um tiro no peito

02/08/2004 16:45

Meire chegou em casa sozinha, o bebê teve que ficar mais um tempo na incubadora. Nasceu meio fraquinho, "com uns problemas", ela, que andava meio calada, se limitava a dizer. A casa estava um brinco. Bianca limpou tudo, o chão estava de um jeito que você podia comer nele. Pôs flores no jarro da mesa e surpreendeu a amiga com paninhos de crochê em cima de tudo quanto era móvel. De crochê também a camisa do liquidificador, um saiote para o botijão de gás... Meire agradecer com um sorriso forçado. Depois que a mãe de Meire arrumou as compras na geladeira e saiu porque tinha não sei o quê a fazer, as duas ficaram em silêncio. Até que Meire falou: "Sabia que tua patroa é mesmo a quenga que roubou meu marido? Isso é coisa dela" Bianca sentiu um frio na barriga, mas logo se recompôs. "Que história, mulher!? Deixe de invenção"


"A bichinha tá que dá pena, mulher. O menino nasceu fraquinho... Vai ver que foi do susto que ela levou vendo o marido ali ensagüentado. Ele ficou uns dias morre-não-morre, mas já está fora de perigo, graças a Deus" Diana ouvia e foi ficando lívida. Sabia agora quem eram os amigos de Bianca. Então ele não estava morto?!



Bianca secava o cabelo de uma cliente enquanto falava
enviada por erre-erre






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